23.05.10

Autoria: Vitorino

Ó Beja, terrível Beja
Beja da minha desgraça
Eram três horas da tarde
Quando lá assentei praça

 

Deram-me a guia de marcha
Para o comboio apanhar
Vou p´rá tropa, e não queria
Vou p´rá vida militar

 

Adeus terra, adeus amigos
Não sei para que guerra vou
Dizem que lá me faço homem
Não os entendo, já sou

 

Senhor Alferes, capitão
Mas que ofício tão ruim
Não fazem crescer um grão
Esmagam o alecrim

 

Obrigam-me a marcar passo
É contra a minha vontade
Só quero as guerras que faço
P´ra guardar a liberdade

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publicado por RG às 15:05

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